Top 5 – Livros para comemorar o Dia dos Pais

Chega o finzinho de julho e a gente já começa a ver algumas propagandas temáticas na televisão. As vitrines das lojas também já começam a se preparar para uma data muito especial: o Dia dos Pais. Aqui no Brasil, é comemorado no segundo domingo de agosto, mas, nos Estados Unidos e na Europa, a celebração acontece no terceiro domingo de junho.

Sempre estranhei essa diferença, afinal, o Dia das Mães acontece no mesmo dia em muitos países. Fiz algumas pesquisas e descobri que a comemoração em junho tem a ver com o dia de São José, pai de Jesus Cristo. No Brasil, o mês de agosto está relacionado ao dia de São Joaquim, pai de Maria e, consequente, avô de Jesus.

Seja como for, o Dia dos Pais é o momento perfeito para ficar ao lado daquela pessoa tão importante para nós, que ajuda a formar nossos valores todos os dias. Aqui no blog, datas especiais também são comemoradas em formas de listas. No ano passado, trouxe cinco personagens que foram pais em filmes famosos. Desta vez, selecionei pais de livros conhecidos e que ocupam um lugar muito especial no nosso coração. Vamos conferir o Top 5?

Charlie Swan (Saga Crepúsculo)

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Assim que pensei nesta lista, lembrei do pai da Bella, a mocinha dos livros da Saga Crepúsculo. Não sou muito fã da história, mas li todas as partes e sempre tive um carinho pelo personagem. Apesar de ter um jeito durão, ele faz de tudo para ver a filha feliz. Vamos aos fatos? Oferece um carro, arruma um quarto aconchegante, aceita o namoro dela com um cara meio esquisito e ainda aceita o casamento dela com esse mesmo rapaz. Quem conhece todos os detalhes da saga percebeu que, no fim, ele suspeitou da verdade e não falou nada, mas ficou lá firme, forte e fofo ao lado da família. Não por acaso, é o meu personagem favorito de todos da história. É como se ele fosse o nosso pai, sabem?

Steve Miller (A Última Música)

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Sempre recorro aos livros do Nicholas Sparks porque, apesar de seguirem sempre a mesma fórmula, apresentam ótimos personagens coadjuvantes. É graças ao Steve que o enredo de A Última Música se desenrola. Afinal, é ele que recebe os filhos – entre eles, a protagonista Ronnie (vivida por Miley Cyrus no filme, quando ainda era uma mocinha jovem e angelical) – para passar uma temporada de férias. Ele é fofo do começo ao fim, mas Ronnie não o aceita muito bem no início, enquanto seu irmão adora brincar com o pai. Steve faz a gente rir e se encantar, mas principalmente chorar. E quando digo chorar, é chorar muito. Talvez seja por isso que ele tenha me marcado tanto.

Phillipe Rinaldi (O Diário da Princesa)

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Jamais poderia deixar de fora a série de livros mais incrível que eu já li na vida e que marcou minha adolescência/começo de vida adulta. Sim, amigas, estamos falando de O Diário da Princesa. Nos filmes, o pai da minha querida Mia está morto, mas nos livros (que, aliás, são mil vezes melhores do que os filmes) ele está mais vivo do que nunca. Ok, ele não é lá muito presente, mas rende momentos engraçadíssimos. Quem leu sabe que ele sempre se mete em confusão porque resolve arrumar uma namorada nova, que quase sempre é uma jornalista ou modelo bonitona. O príncipe Phillipe também deixa sua mãe, a Rainha Clarisse, de cabelo em pé. Só de escrever já sinto saudade dos livros. Recentemente, a autora Meg Cabot disse que está trabalhando na continuação da série. Será? Nossos corações agradecem!

Papai Walsh (Melancia, Férias, Los Angeles, Tem Alguém Aí e Chá de Sumiço)

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Já disse aqui algumas vezes que sou completamente apaixonada pela família Walsh, retratada em alguns livros da escritora Marian Keyes. Cada uma das cinco filhas tem o seu próprio livro (citados aqui em cima) e até a hilária Mamãe Walsh ganhou seu livro no finalzinho do ano passado. Apesar disso, sinto falta de um livro sobre o único homem desse clã, que também é responsável por muitos momentos engraçados. Na minha opinião, o livro em que está mais inspirado é Los Angeles. Lembro de uma passagem em que ele e toda a turma vão visitar a filha Maggie nos Estados Unidos e todos decidem conhecer a Disneyland. Papai é orientado a tomar cuidado porque quebrou o braço da última vez em um brinquedo. Adivinhem como ele volta desse segundo passeio? Sim, com o braço quebrado na mesma atração. Uma figura!

Bill Tyree (Querido John)

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Aqui está mais um exemplo de personagens pais dos livros do Nicholas Sparks. Só que, ao contrário de Steve, Bill não tem uma relação boa com o filho John, protagonista da história. Na parte inicial do livro, ele é retratado como um senhor introspectivo, cheio de rotinas e horários e apegado a uma coleção de moedas. Mais tarde, descobrimos que esses comportamentos são uma forma de autismo e John se dedica a cuidar dele, o que faz com que se reaproximem. Esse foi o primeiro livro do Nicholas que eu li e na época gostei muito. Hoje percebo que talvez seja um dos mais fracos em termos de história. O que se salva mesmo é justamente essa relação do protagonista com o pai.

Seja qual for a escolha, o mais importante é aproveitar o domingo ao lado do seu pai. Feliz Dia dos Pais! 🙂

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Top 5: Filmes para comemorar a chegada do inverno

November 1st, 2013 @ 20:49:50

O inverno começou oficialmente no último domingo e o frio chegou com tudo (pelo menos aqui em São Paulo). Sou suspeitíssima para falar sobre frio porque eu adoro o clima desta época do ano. Tanto que fiz um post especial sobre o lado bom do inverno.

Em uma coisa temos que concordar: não tem época mais gostosa para ver filmes do que agora. O ritual de escolher o que assistir, esquentar a pipoca e se jogar no sofá (de preferência com o cobertor) faz bem para a alma. E para incentivar esse hábito que, sim, é saudável, trago um Top 5 com histórias que se passam no frio. Tem neve, cenários congelantes e personagens que agradam aos mais variados estilos. Dá uma olhada:

A Era do Gelo

eradogeloEscolhi uma das animações mais fofas do começo dos anos 2000 porque é a que mais combina com o clima de inverno. O nome não é à toa, já que a história se passa há cerca de 20 mil anos, quando a Terra era composta apenas por gelo. É nesse cenário frio que moram a preguiça Sid, o mamute Manfred e o tigre dentre-de-sabre Diego, que encontram um bebê humano por acaso e partem em uma missão para devolvê-lo à sua família.

Os personagens são muito fofos, principalmente o esquilo Scrat e a mensagem que fica é a de que a amizade é mesmo poderosa, praticamente uma família. O sucesso foi tanto que rendeu quatro sequências. A quinta já está a caminho e será lançada no ano que vem. Por isso, aproveite os próximos meses para ver (e rever) todas as aventuras dessa turma.

Branca de Neve e o Caçador

snow-white-and-the-huntsmanVersão épica de um dos contos mais clássicos do mundo, tem muitas cenas de guerra que se passam em um inverno rigoroso, com direito a muita neve. Como o título do longa sugere, o filme é mais focado na relação entre Branca de Neve e o Caçador Eric, contratado para matá-la e entregar o coração da garota para a Rainha Ravenna. Só que ele acaba se afeiçoando pela garota e resolve ensiná-la a lutar.

O filme não é lá essas, mas só a presença do Chris Hemsworth no papel do caçador já é um ótimo motivo para assistir. O figurino também é muito bonito e inclusive foi indicado ao Oscar. Para os órfãos da saga Crepúsculo, vale também por conta da Kristen Stewart como a Branca de Neve. E tem mais: a continuação já começou a ser gravada e chega às telonas no ano que vem.

Deixe-me entrar

Owen_Abby_2010O clima típico de inverno, com dias cinzas, temperaturas lá embaixo e árvores sem folhas, favorece filmes sombrios. É o caso da versão americana de 2010 baseada no filme sueco Deixa Ela Entrar. A história é tão misteriosa que não tinha como se passar em outra estação do ano. É considerado um filme de suspense/terror e até dá uns sustinhos, mas não é daqueles que dão medo na hora de dormir.

A trama gira em torno de Owen, um garoto de 12 anos que vivia sozinho até conhecer sua nova vizinha, Abby. Os dois começam a conversar, mas ela tem alguns hábitos esquisitos e pede que ele pare de procurá-la, o que não acontece. Conforme ficam mais próximos, ele passa a descobrir que ela carrega um segredo muito perigoso. Não vou contar qual é para não estragar a surpresa, mas é muito interessante ver a Chloe Grace Moretz (protagonista de Se Eu Ficar) ainda novinha no papel principal.

Inverno da Alma

winters-bone-5Contei aqui algumas vezes que não gosto muito da Jennifer Lawrence (me julguem). Fiquei com birrinha por ela ter ganhado um Oscar em que as concorrentes eram nitidamente melhores e acho que ela é muito forçada. Mas, antes de ser queridinha de Hollywood, J-Law fez bonito em um de seus primeiros papeis, o da protagonista de Inverno da Alma.

Ela é Ree, uma garota de 17 anos que mora em uma cidade pacata e resolve procurar o pai, que está desaparecido. Ela precisa encontrar o homem já que ele usou a casa em que ela mora com os irmãos pequenos como garantia de sua liberdade condicional e agora eles podem perdê-la. Ree desafia as regras da cidade e lida com as figuras mais perigosas da região para alcançar o objetivo. Tudo, claro, em meio à montanhas e temperaturas geladas. A atriz foi indicada pelo papel e, se ganhasse, seria mais justo. O filme é pesado e um pouco parado, mas é imperdível.

Escrito nas Estrelas

tumblr_ms540lh51t1ri4lyuo8_r1_1280Sabemos que o friozinho torna as ruas mais charmosas e oferece o clima perfeito para namorar. Então esta lista não poderia ser encerrada sem um romance bem água com açúcar. Escrito nas Estrelas é cheio de clichês sobre o destino, mas tem como paisagem a cidade de Nova York em pleno inverno, então tudo fica mais especial.

Era apenas um dia normal de compras na vida de Sara, quando ela esbarra em Jonathan e os dois se identificam de cara. Eles passam a noite andando por Manhattan e fazem passeios fofos, como patinar no gelo. Só que os dois estão comprometidos em outros relacionamentos e decidem deixar suas vidas na mão do destino. Ela escreve seu número de telefone em um livro e o vende em um sebo no dia seguinte. Se for para ficarem juntos, o destino fará com que Jonathan encontre o livro. O final? Bom, só vendo para saber…

Como sempre, a regra é escolher uma ou mais opções e se entregar ao clima do inverno. Bom friozinho por aí!

[Resenha] Cinquenta Tons de Cinza – o filme

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Em meados de 2012, não se falava em outra coisa a não ser no livro Cinquenta Tons de Cinza. Lembro que diziam ser um livro libertador, envolvente e viciante. Para ser sincera, o tema não me agradou muito. Não sou fã de literatura erótica e torço a cara para a prática sadomasoquista. De qualquer forma, o burburinho era tão grande que eu resolvi arriscar e ler os três livros da trilogia.

Terminei o primeiro e até achei interessante. Assim como aconteceu com Crepúsculo – obra que inspirou Cinquenta Tons de Cinza -, tinha todo um mistério por trás da história. De verdade, queria muito entender porque o tal do Christian Grey era tão maluco (sim, porque para mim ele é completamente maluco). Mas aí li os outros dois livros e, além de achar muito mal escritos, fiquei com as mesmas dúvidas na cabeça. Não teve nenhuma resolução, nenhuma mensagem, nenhum desfecho digno. Para resumir, não vi nada de libertador.

Quando soube que iam fazer o filme, já desconfiava que seria extremamente difícil reproduzir a maioria das cenas. Para quem não sabe, a história basicamente se passa na cama ou no famoso “quarto vermelho da dor”, onde o todo poderoso Grey bate, espanca, amarra e domina a submissa (e burra) Anastasia. Vi o trailer e continuava desanimada. Vieram as críticas e grande parte falava que o longa era extremamente ruim. Aí minha curiosidade atiçou e eu resolvi ir até o cinema para ter a minha opinião.

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O filme é extremamente fiel ao livro. Os diálogos, as cenas, as sensações. Tudo. Então, já começo dizendo algo muito simples: quem gostou do livro vai gostar do filme e quem detestou também vai detestar a adaptação. Quem não leu, pode ir de mente aberta e livre para conhecer uma nova versão da história. Como disse antes, eu não gostei do livro justamente por achar o enredo fraco e fantasioso, então tive a mesma impressão sobre o filme.

Não percebi quando li o livro, mas depois de ver o filme realmente notei que a história é, sim, machista. Para mim (e que fique claro que é a minha opinião, ok?), não é nada normal um cara tentar me comprar com dinheiro, carro, laptop e passeios de helicóptero. Entendo que tem mulher que gosta disso – e a Anastasia aparentemente gosta – mas não acho que o comportamento desse sujeito é bom. Como ouvi falar por aí, dá a impressão de que ele só consegue o que quer com a moça porque é rico e bonito.

Sobre a escolha dos atores, que vi muita gente criticando, tenho que concordar que poderia ter sido melhor. Para quem não sabe, outros artistas mais conhecidos foram sondados para os papeis principais, mas desistiram. Se pararmos para pensar, os protagonistas são vividos por atores que não são tão conhecidos e que devem ter concordado justamente para conquistar a fama.

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Acho que a Dakota Johnson até está parecida com a Anastasia do livro e se esforça para entrar no papel. O problema é aquela franja torta dela (será que foi proposital?). Já o Jamie Dornan é bonito e tal, mas não sei se o suficiente para viver o Christian. De qualquer forma, acho que ele também se esforçou para mostrar a bipolaridade do personagem. Só não entendi a Rita Ora (quem diria?) no papel da Mia, irmã do Grey. Impressão minha ou no livro diziam que ela loira e bonita? Ela ficou horrorosa com aquela peruca, sorry…

Parte boa do filme? A trilha sonora. Sou suspeita para falar porque ela foi conduzida pelo Danny Elfman, que faz praticamente todas as trilhas dos filmes do Tim Burton e foi um dos líderes da banda Oingo Boingo (antiguinha, mas que eu amo tanto!). Como destaque, temos Beyoncé, Ellie Goulding, Bruce Springsteen e por aí vai. A parte ruim é que cortaram as cenas mais ridículas possíveis do filme. Poderiam ter deixado para a gente rir um pouquinho…

E sobre as cenas mais ousadas que o pessoal tanto falou mal, devo dizer que eu achei tudo muuuito ousado. Mostra muito mais do que eu pensei que mostraria. A pobre da Dakota passa mais da metade do filme totalmente pelada. A censura não deveria ser 18 anos ao invés de 16?

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Como disse lá em cima, esta resenha mostra a minha opinião, que está longe de ser correta. Respeito quem gostou da história, quem acha que o livro é libertador e quem não concorda comigo. Afinal, é impossível agradar a todos. De qualquer forma, acho que vale a pena matar a curiosidade e ir até o cinema.

Avaliação: ♥♥