[Resenha] Cinquenta Tons de Cinza – o filme

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Em meados de 2012, não se falava em outra coisa a não ser no livro Cinquenta Tons de Cinza. Lembro que diziam ser um livro libertador, envolvente e viciante. Para ser sincera, o tema não me agradou muito. Não sou fã de literatura erótica e torço a cara para a prática sadomasoquista. De qualquer forma, o burburinho era tão grande que eu resolvi arriscar e ler os três livros da trilogia.

Terminei o primeiro e até achei interessante. Assim como aconteceu com Crepúsculo – obra que inspirou Cinquenta Tons de Cinza -, tinha todo um mistério por trás da história. De verdade, queria muito entender porque o tal do Christian Grey era tão maluco (sim, porque para mim ele é completamente maluco). Mas aí li os outros dois livros e, além de achar muito mal escritos, fiquei com as mesmas dúvidas na cabeça. Não teve nenhuma resolução, nenhuma mensagem, nenhum desfecho digno. Para resumir, não vi nada de libertador.

Quando soube que iam fazer o filme, já desconfiava que seria extremamente difícil reproduzir a maioria das cenas. Para quem não sabe, a história basicamente se passa na cama ou no famoso “quarto vermelho da dor”, onde o todo poderoso Grey bate, espanca, amarra e domina a submissa (e burra) Anastasia. Vi o trailer e continuava desanimada. Vieram as críticas e grande parte falava que o longa era extremamente ruim. Aí minha curiosidade atiçou e eu resolvi ir até o cinema para ter a minha opinião.

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O filme é extremamente fiel ao livro. Os diálogos, as cenas, as sensações. Tudo. Então, já começo dizendo algo muito simples: quem gostou do livro vai gostar do filme e quem detestou também vai detestar a adaptação. Quem não leu, pode ir de mente aberta e livre para conhecer uma nova versão da história. Como disse antes, eu não gostei do livro justamente por achar o enredo fraco e fantasioso, então tive a mesma impressão sobre o filme.

Não percebi quando li o livro, mas depois de ver o filme realmente notei que a história é, sim, machista. Para mim (e que fique claro que é a minha opinião, ok?), não é nada normal um cara tentar me comprar com dinheiro, carro, laptop e passeios de helicóptero. Entendo que tem mulher que gosta disso – e a Anastasia aparentemente gosta – mas não acho que o comportamento desse sujeito é bom. Como ouvi falar por aí, dá a impressão de que ele só consegue o que quer com a moça porque é rico e bonito.

Sobre a escolha dos atores, que vi muita gente criticando, tenho que concordar que poderia ter sido melhor. Para quem não sabe, outros artistas mais conhecidos foram sondados para os papeis principais, mas desistiram. Se pararmos para pensar, os protagonistas são vividos por atores que não são tão conhecidos e que devem ter concordado justamente para conquistar a fama.

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Acho que a Dakota Johnson até está parecida com a Anastasia do livro e se esforça para entrar no papel. O problema é aquela franja torta dela (será que foi proposital?). Já o Jamie Dornan é bonito e tal, mas não sei se o suficiente para viver o Christian. De qualquer forma, acho que ele também se esforçou para mostrar a bipolaridade do personagem. Só não entendi a Rita Ora (quem diria?) no papel da Mia, irmã do Grey. Impressão minha ou no livro diziam que ela loira e bonita? Ela ficou horrorosa com aquela peruca, sorry…

Parte boa do filme? A trilha sonora. Sou suspeita para falar porque ela foi conduzida pelo Danny Elfman, que faz praticamente todas as trilhas dos filmes do Tim Burton e foi um dos líderes da banda Oingo Boingo (antiguinha, mas que eu amo tanto!). Como destaque, temos Beyoncé, Ellie Goulding, Bruce Springsteen e por aí vai. A parte ruim é que cortaram as cenas mais ridículas possíveis do filme. Poderiam ter deixado para a gente rir um pouquinho…

E sobre as cenas mais ousadas que o pessoal tanto falou mal, devo dizer que eu achei tudo muuuito ousado. Mostra muito mais do que eu pensei que mostraria. A pobre da Dakota passa mais da metade do filme totalmente pelada. A censura não deveria ser 18 anos ao invés de 16?

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Como disse lá em cima, esta resenha mostra a minha opinião, que está longe de ser correta. Respeito quem gostou da história, quem acha que o livro é libertador e quem não concorda comigo. Afinal, é impossível agradar a todos. De qualquer forma, acho que vale a pena matar a curiosidade e ir até o cinema.

Avaliação: ♥♥

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