Backstreet Boys em São Paulo: Eu fui

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Contei aqui algumas vezes que toda a minha adolescência se passou entre o final dos anos 90 e começo dos anos 2000. Naquela época, a música pop bombava como nunca. Muito disso era em função das boy bands, que viviam seu ápice por causa de cinco rapazes que caíram no gosto – e no coração – de todas as garotas. Sim, amigas, estou falando dos Backstreet Boys, que passaram pelo Brasil neste mês com a turnê In a World Like This, que comemora os mais de 20 anos de carreira da banda.

Eles sempre foram soberanos na minha vida. Era uma época em que a gente não tinha iPod, smartphone e muito menos Youtube. Eu escutava os CDs deles todo santo dia antes ou depois da escola. O curioso é que isso fazia a gente decorar o número das faixas (Sempre dizia: “Nossa, a música 7 é muito boa, mas a 5 é chatinha”). E para ver os clipes a gente tinha que dar a sorte de ver passando na TV ou ligar enlouquecidamente para o Disk MTV. Quando um clipe novo estreava, eu cancelava tudo para acompanhar ao vivo. Era uma emoção tremenda!

Comecei a gostar dos Backstreet Boys em 1998 (faz 17 anos, gente! Como que esse tempo passou tão rápido?) e até hoje eu não sei bem como tudo começou. Só sei que em questão de meses eu tinha todos os CDs que tinham sido lançados e só pensava no loirinho da banda, o Nick Carter. Em dois anos, ele virou minha paixão. Era daquelas que tinham pastas e pastas com fotos dele. Acho que eu sabia mais da vida dele do que ele mesmo rs…

Nossos musos muito mais novos em 2001, quando fizeram os primeiros shows no Brasil

Nossos musos muito mais novos em 2001, quando fizeram os primeiros shows no Brasil

Eles vieram para cá pela primeira vez no finalzinho de 2000 para uma turnê promocional para lançar o CD Black and Blue, mas o show mesmo aconteceu um ano depois. Eu tinha 12 anos e minha mãe foi obrigada a me acompanhar. Foi um mega evento e eu não consegui ver quase nada por causa da multidão. Logo depois eles deram um tempo, o Nick lançou um CD solo – que eu amo muito até hoje – e eu escolhi uma música dele para a minha festa de 15 anos (essa aqui ó).

A coisa não deu muito certo e eles voltaram, lançando mais um CD. Só que o Kevin resolveu sair e, por muito tempo, os Backstreet Boys eram apenas quatro. Eles voltaram para cá em 2009 e eu fui mais uma vez. Fizeram outro show em 2011 e eu resolvi ir recebê-los no aeroporto. Até falei com o Nick e recebi um tchauzinho de volta, mas foi só. Pensei que ali minha vida com eles tinha se resolvido.

Backstreet Boys é a única boy band a ter uma estrela na calçada da fama. Eu fiz questão de tirar uma foto quando estive em Los Angeles

Backstreet Boys é a única boy band a ter uma estrela na calçada da fama. Eu fiz questão de tirar uma foto quando estive em Los Angeles

Então, quando eles anunciaram que viriam ao Brasil neste ano com o Kevin de volta, não me empolguei muito. Pensei: “vale a pena ver um show deles pela quarta vez?”. Fui ver os preços e quase caí para trás. Era MUITO caro, praticamente impossível. Desisti. Daí a data foi se aproximando e comecei a me arrepender. Assisti aos clipes velhos – sim, aqueles que a gente esperava para ver na MTV – e ao documentário que eles fizeram recentemente e aí fiquei morta de vontade de ir. Mas faltava algo muito importante: o ingresso.

Um dia antes de os shows começarem aqui em São Paulo (foram três, nos dias 12, 13 e 14 deste mês) a empresa onde eu trabalho divulgou que faria um sorteio de cinco pares de ingressos. Era tudo que eu mais queria. Meu pensamento foi tão positivo que deu certo e… EU GANHEI!!!! Eu bem que tentei não ir, mas é aquela história de primeiro amor que a gente nunca esquece, sabe?

Nos últimos dois shows, eu fiquei bem longe. Desta vez fiquei na pista, no meio do calor humano da galera. Tenho 27 anos e sinto que não estou mais no pique para essas coisas, mas até que a aglomeração não me incomodou. Muito menos a dor no pé – causada pelas inúmeras vezes em que eu fiquei na ponta para enxergar melhor -, os gritos histéricos no meu ouvido e a garganta dando sinais de que não aguentava mais. Tudo porque, pela primeira vez em 14 anos, eu consegui assistir a um show deles bem de pertinho!

Olha só como o Kevin ficou pertinho de mim

Olha só como o Kevin ficou pertinho de mim

O mais legal desse show foi a possibilidade de estar ao lado de meninas que viveram a mesma coisa que eu vivi. Foi maravilhoso cantar, gritar e pular (pelo menos tentar né, porque era quase impossível com tanta gente) sem ninguém me julgar. E foi incrível ver como eles ainda arrasam mesmo beirando ou já nos 40. E aí você se dá conta de que está velha quando percebe que eles até eram bonitinhos no começo, mas hoje estão muito mais charmosos com pancinhas e ruguinhas.

O setlist foi incrível e não deixou nenhum hit de fora. Desde as primeiras músicas, como We’ve Got It Going On, até Drowning, que entrou como a única inédita na coletânea que eles lançaram. Não conhecia todas as músicas do CD novo, mas amei tanto que escutei assim que cheguei em casa. É muito curioso saber que eu ainda sei de cor as letras das músicas que eu ouvia há muitos e muitos anos.

Este show só serviu para reacender o meu amor de infância que ficou congelando desde o dia em que os vi no aeroporto. Serviu para me fazer recordar tantos momentos maravilhosos que eu vivi enquanto ouvia as músicas dele. E me fez ter a certeza de que eu vou nos próximos. Que seja mais um, mais dois, mais dez… Eu estarei lá com toda a certeza deste mundo!

Quero agradecer a minha empresa mais uma vez por me proporcionar esta experiência maravilhosa. Como alguns amigos falaram, não poderia ter melhor pessoa para vencer este sorteio. Entrou na minha lista de shows favoritos da vida!

Avaliação: ♥♥♥♥♥  (Pode colocar mil coraçõezinhos?)

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Não postei muitas fotos porque eles não paravam quietos, então acabei filmando mais do que tirando fotos. Já postei alguns vídeos no Instagram do meu blog (@fikdikblog) e no meu perfil pessoal (@camillafc). Corre lá para conferir!

E se você não faz ideia de quem são os Backstreet Boys, clica aqui para ouvir uma playlist bem linda com todos os clipes que a gente se matava para ver. Nada como a tecnologia dos dias de hoje!

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[Resenha] Foo Fighters em São Paulo: Eu fui

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O ano era 1999. Eu tinha 11 anos e estava naquela fase de não achar mais graça nos programas voltados para crianças. Estudava à tarde e saía da escola direto para a casa da minha avó. Certo dia estava mudando de canal quando parei na MTV e vi um clipe engraçadíssimo que se passava dentro de um avião. No dia seguinte, estava passando de novo. E assim foi por semanas, até descobrir que eu gostava muito dessa música chamada Learn to Fly e da banda, os Foo Fighters (veja o clipe aqui). Acabei me viciando na MTV, vi outros clipes deles e concluí que esse grupo era muito bom, não só na parte musical, mas na criatividade para fazer os vídeos.

E assim eu cresci. Sabia de cor as letras das músicas mais famosas, como Times Like These e Best Of You, mas acho que nunca dei a devida atenção para a banda. Eles vieram para cá pela primeira vez em 2001, no Rock in Rio, mas naquela época eu era muito nova e preferi ver a Britney Spears (acontece, né?). Só voltaram em 2012, para o Lollapalooza, mas não fui por achar que eu não teria companhia. Pouco antes desse show, meu padrasto decidiu dar uma chance para os Foo Fighters e também descobriu que as músicas eram muito boas. E ali eu prometi para mim mesma que iria de qualquer jeito no próximo show.

Essa promessa se concretizou ontem, quando eu finalmente assisti a um show deles. Posso dizer que a espera valeu muito a pena, porque nesse tempo todo eu decorei todas as músicas, vi várias vezes o documentário Back and Forth, que explica a história da banda, e fiz questão de parar todo domingo para ver a série Sonic Highways, criada para mostrar o processo de gravação do novo CD, em que cada faixa foi feita em homenagem a uma cidade dos Estados Unidos. Pronto, estava afiadíssima!

Minha cara de boba assim que cheguei no estádio

Minha cara de boba assim que cheguei no estádio

Ontem acordei no pique, passei o dia ouvindo Foo Fighters e cheguei no Estádio do Morumbi no momento exato de escutar o Kaiser Chiefs (que fez o show de abertura) tocar Ruby, I Predict a Riot e Oh My God, que eram as que eu mais queria ouvir. Nem mesmo a chuva foi um problema, porque o setor onde eu estava era parcialmente coberto e só minhas coxas acabaram encharcadas. E então, pontualmente às 21:15, Dave Grohl e sua turma entraram no palco.

Logo no início, quando eles abriram os trabalhos com Something for Nothing, eu já senti que as pessoas ao meu lado não estavam no mesmo pique. Enquanto eu me esgoelava e pulava feito doida (quem já foi comigo em show sabe que me transformo em outra pessoa), alguns continuavam sentados e sem prestar muita atenção. No meu setor, só tinha gente mais velha, crianças e um casal que se agarrou o tempo inteiro (nada contra, mas show do Foo Fighters não é balada, né?). Ali já me deu uma vontade louca de ir para o povão da pista, mas pelo menos tive muito espaço para dançar sem atrapalhar ninguém.

A sequência inicial só teve hit. Learn to Fly, aquela que me viciou na MTV, foi a terceira. Arlandria, uma das minhas favoritas do CD anterior, veio logo depois, assim como Congregation, minha segunda preferida do novo disco. Já estava numa felicidade suprema, ainda mais vendo o Dave Grohl interagindo tanto com a plateia. Aí veio uma interminável Monkey Wrench, que demorou muito, mas foi finalizada com uma das cenas mais lindas que eu (e os integrantes da banda) já vi na vida: o estádio inteirinho iluminado com luzes e lanternas dos celulares. Tão lindo que me arrepia até agora!

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E o que dizer do Vinícius (ou Zuvisis, como o Dave Grohl tentou pronunciar), um rapaz comum que subiu no palco para pedir a namorada Mônica em casamento? Chorei de verdade, ainda mais porque logo depois veio Wheels, uma das minhas músicas favoritas da banda. Como ela é parte da coletânea e muita gente que estava perto de mim não conhecia, eu praticamente cantei sozinha. Dava até para ouvir minha voz, algo que nunca tinha acontecido comigo.

Aí tivemos uma sequência de covers que eu, sinceramente, achei desnecessária. Tudo bem que o Dave disse que aquela era a forma que ele se divertia e a gente respeita o homem de qualquer maneira, mas ele acabou deixando de lado três músicas que foram tocadas nos outros shows da turnê. Entre elas estava In the Clear, a minha favorita do novo CD. Um dos poucos casos em que a gente escuta pela primeira vez e já gosta, sabe? Como já tinha visto o setlist dos outros shows, tinha certeza que ele ia tocar. No fim, fiquei com uma raivinha. Preferia mil vezes ter escutado essa música do que covers infinitos.

A turma de Dave tocou firme e forte por três horas e terminou com Best of You e Everlong (ambas maravilhosas!). Eles não voltaram para o bis, o que até achei bacana. E o discurso de agradecimento também foi muito legal. O criador da banda disse que gostou demais da energia do público, que talvez tenha sido a maior plateia para qual eles já tocaram na vida – 55 mil pessoas – e que, depois de tantas músicas, não dava para ir mais longe.

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Não sei vocês que também foram, mas fiquei com a impressão de que tivemos menos músicas porque participamos mais do show. Interagimos mais, chamamos atenção do grupo e eles entraram na nossa. O que, de certo modo, é muito legal e dá até um orgulhinho. Mal acabou e eu já fiquei com vontade de ver de novo!

Só que, dessa vez, fiz outra promessa. Mesmo cheia de dor nas costas, na garganta e nos pés, fiz um acordo comigo mesma de ir na pista e sentir a energia do povão da próxima vez. Espero que não demore muito e que eu possa cantar In the Clear para ser completamente feliz.

De qualquer modo, foi uma excelente forma de realizar o sonho de ver uma banda que conseguiu conquistar a minha atenção ainda pequena. Voltem logo!

Avaliação: ♥♥♥♥♥

(Fotos: IG, Arquivo pessoal e São Paulo Futebol Clube)