A história do batom

ItuxSasV

Não sei vocês, mas eu amo batons. Com certeza, é o meu item favorito de maquiagem. Sou dessas que ficam enlouquecidas quando precisam escolher apenas um entre vários tubinhos e faço loucuras para encontrar a cor do momento. Tenho uma coleção gigante e, embora tenha os meus preferidos e mais usados, trato todos cm muito carinho. Tudo isso para dizer que  sou tão apegada aos batons que não imagino como a vida era sem eles.

Então resolvi pesquisar e fazer um post sobre a trajetória desse item tão básico no nosso dia a dia e capaz de iluminar nosso rosto. Inspirado no post que mostra as mudanças capilares do último século, descobri que o primeiro batom do mundo foi criado em 1884 em Paris e foi feito a partir de sebo de veado, óleo de rícino e cera de abelha.

A origem

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Pode até parecer uma combinação nojenta, mas as mulheres agradeceram (e muito) pela criação. Isso porque, até então, usavam meios nada práticos para colorir os lábios. Mulheres da antiga Mesopotâmia, por exemplo, pulverizavam minérios para usar como make enquanto as egípcias usavam pigmentos vermelhos extraídos de algas. No século 16, o batom era feito a partir de uma mistura de cera de abelha e extratos vermelhos de plantas. O mais curioso? Somente mulheres da classe alta podiam usar.

O sucesso

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Até então, o batom era visto como algo exótico e só podia ser usado por atores. No século 19, passou a ser colorido com corante carmim, extraído de um inseto (eca!!!), e aplicado com pincel. Algumas personalidades começaram a gostar tanto do efeito causado pelos lábios coloridos que saíram em público. A resposta, claro, não foi tão positiva de início, mas incentivou muitas mulheres a fazer o mesmo.

Primeira metade do século 20

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Com a criação do batom, as mulheres se sentiam mais confortáveis para usá-lo diariamente. O problema é que ele era vendido até então embrulhados em papel, o que causava um certo incômodo. O primeiro batom em tubos giratórios só veio em 1923 (pouco tempo, não acham?) e, desde então, acumulou diversas fãs no mundo todo.

No começo, era mais aceitável utilizar cores bem clarinhas e próximas do tom de boca. Com a explosão das divas de Hollywood e das pin-ups (como nossa diva Marilyn Monroe) entre os anos 40 e 50, os lábios vermelho finalmente ganharam destaque. Apesar de ser algo mais normal entre personalidades, algumas mulheres já demonstravam a vontade de usarem um tom mais forte.

Segunda metade do século 20

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O movimento hippie surgiu no final dos anos 60 e apontou uma queda na preferência pelo batom vermelho. Cores naturais, como rosa-clarinho e nude, ganharam força e davam um ar de romantismo. Até que a era disco dos anos 70 chegou com força total e trouxe lábios em tons mais terrosos, como marrom e vinho (a Rita Lee é um bom exemplo).

O auge dos punks dos anos 80 mostrou que era possível, sim, acrescentar um pouco de ousadia na maquiagem. Sair por aí com batom verde, laranja, roxo e tantas outras cores nada convencionais era cool. Nos anos 90, tinha um pouco de tudo: rosinha para as românticas e roxo (ou até preto) para as góticas e as roqueiras.

Anos 2000

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Eles começaram tímidos. As cores claras eram preferência e o nude era o preferido de oito entre dez moças de todas as idades. Quem aí lembra do batom Snob, da M.A.C.? Era o máximo, não era? Mas, como tudo que é usado em excesso, caiu rapidamente na lista de desgosto da moda.

Era tempo de voltar a ousar. Os vermelhos ganham força no final da década passada, especialmente os próximos do vinho. Tudo parecia muito bom, mas aí nos mostraram que os lábios têm o poder de nos deixar mais poderosas. Quer exemplo melhor do que os batons roxos, que estão super em alta? Levante a mão quem nunca quis experimentar os tons mais desejados do momento, como o Heroine e o Flat Out Fablous, também da M.A.C. Tenho os dois e amo tanto que sou prova de que os batons roxos realmente fazem maravilhas.

Gostaram de viajar no mundo da maquiagem? Agora fica mais fácil entender porque nós somos tão apaixonadas pelos batons.

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11 comentários sobre “A história do batom

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