Fik Dik Indica: Smash

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Contei aqui algumas vezes que sou viciada em seriados norte-americanos, mas que prefiro os mais pesados. Só que tem um lado meu que poucas pessoas conhecem: sou completamente apaixonada por musicais. Perdi a conta de quantos espetáculos já assisti (muitos deles vi duas vezes ou mais) e, ao contrário de muita gente, amo histórias que são contadas em forma de músicas.

Por isso, quando li a sinopse da série Smash, quis ver na mesma hora. A primeira temporada foi lançada nos Estados Unidos no começo de 2012. Em dezembro de 2011, estava em Nova York e não se falava em outra coisa. O canal de televisão que mais assistíamos exibia o trailer a cada cinco minutos e a Times Square tinha cartazes enormes da série.

Para quem não sabe, Smash fala sobre os bastidores da Broadway e mostra como os musicais são criados. O elenco é formado por todos os profissionais que fazem parte desse processo: a produtora, que é quem dá dinheiro para a peça ser criada, o diretor, a roteirista e o compositor (que normalmente trabalham juntos para desenvolverem o enredo e as músicas do show) e, claro, os atores.

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A primeira temporada gira em torno de um musical que fala sobre a trajetória de Marilyn Monroe. Para escolher a atriz que fará a protagonista, os técnicos promovem um teste e aí conhecemos Karen, que é novata e surpreende na primeira audição, e Ivy, que já passou por diversos musicais da Broadway, mas que ainda não conseguiu um papel de destaque.

As duas são ótimas, mas muito diferentes, e é difícil escolher qual delas é melhor. Por isso, o tempo todo elas alternam no papel de Marilyn. Uma hora é Ivy quem comanda, depois Karen assume e por aí vai. O legal aqui é que é tudo muito bruto, então a gente vê as primeiras músicas surgindo, como incluir todas as passagens de vida de Marilyn na peça e o longo processo para escolha do nome do espetáculo, que por fim passa a se chamar Bombshell.

São 15 episódios no total e, até o último, ficamos na expectativa para ver quem ganhará o papel nas apresentações em Boston, que servem como termômetro para a Broadway. As músicas são maravilhosas e o final é emocionante. Acompanhei essa temporada em tempo real e lembro de ter ficado com aquele gostinho de quero mais quando acabou. É algo lindo, de verdade.

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A segunda temporada foi lançada em 2013 e eu não consegui acompanhar. Por isso, encomendei o DVD já sabendo que seria a última. Esse talvez tenha sido o principal motivo para o meu desânimo. Demorei séculos para começar a assistir, via um episódio, demorava mais três meses, via outro e assim ia. O começo, na verdade, é bem morno. Bombshell fez sucesso em Boston, mas precisa de muitos ajustes para chegar na Broadway. Só que, por conta de alguns problemas, ela corre o risco de nem estrear em Nova York.

Fui assistindo nesse ritmo lerdo até alcançar o ponto de reviravolta da série, quando Karen decide largar o elenco da peça para se juntar a outro musical que ajudou a criar. Hit List tem uma pegada mais alternativa, está em cartaz na Off-Broadway e foi desenvolvido por alguns amigos que ela conhece por acaso. Fascinada pela história, que conta o que uma jovem é capaz de fazer para alcançar a fama, ela mesma decide criar a tal personagem e ajuda no roteiro e nas músicas.

Na apresentação da primeira música de Hit List, já estava apaixonada. Enquanto o outro musical é mais clássico, esse é totalmente novo e mais contemporâneo. Todas, sem exceção, TODAS as músicas apresentadas de Hit List me conquistaram. Acabei tão envolvida que baixei o repertório inteiro e não consigo parar de ouvir.

Motivos para amar a segunda temporada? Karen e Jimmy, que vivem um casal pra lá de fofo dentro e fora do musical.

Motivos para amar a segunda temporada? Karen e Jimmy, que vivem um casal pra lá de fofo dentro e fora do musical

A partir de então, vira uma briga de egos. Tanto Bombshell quanto Hit List chegam à Broadway na mesma época e concorrem ao Tony, que é tipo o Oscar da Broadway. Lógico que os diretores de ambas as peças começam a brigar e que Ivy e Karen tentam ao máximo não brigar, mas ainda nutrem um ódio mútuo. E a série termina assim: com o resultado dos vencedores (que não vou contar para não estragar a surpresa).

Eu já era apaixonada pela primeira temporada, mas acabei surpreendida pela segunda. A história de Hit List é tão boa que a gente deixa meio que de lado a saga da Marilyn e passa a torcer por essa nova forma de fazer teatro. Juro que eu penso todos os dias que esse musical podia estrear de verdade. Faria muito sucesso, viu? Como exemplo, aqui está o vídeo de Original, minha música favorita de Hit List:

Precisa de mais motivos para ver? O elenco é cheio de atores veteranos, como Anjelica Houston, que faz a produtora Eileen, e Debra Messing, que ficou conhecida pela série Will & Grace e que agora volta como a roteirista Julia.

Outra coisa bacana: para as protagonistas, foram escolhidas duas atrizes completamente diferentes. A Karen é feita pela Katharine McPhee, que ficou em segundo lugar no American Idol. Já conhecia algumas músicas dela antes da série e sempre achei que ela era fofa. Em Smash ela está incrível de verdade. Já a Ivy é feita pela Megan Hilty, que começou sua carreira na Broadway e participou de musicais como Wicked. Duas lindas que eu já amo como se fossem minhas amigas!

Para completar, essa série tem o melhor final que eu já vi na vida. Não sei se foi por ter eu gostado muito ou porque eu acho que acabou cedo demais, mas foi um dos poucos – senão o único – final em que eu chorei de verdade. Até fiquei arrepiada. Sabe quando tudo dá certo? Pois é. E tudo termina com as duas atrizes cantando uma música que diz: Let’s give them that big finish and leave them wanting more (na tradução: vamos dar a eles um grande final e deixá-los com vontade de mais). É bem isso que acontece.

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Megan Hilty e Katharine McPhee na última cena da série

O último episódio também começa com todos os atores do elenco cantando Under Pressure, do Queen, que vem a ser uma das minhas músicas favoritas da vida. Entrou fácil na lista das melhores cenas de séries que eu já vi:

Por isso, indico Smash para todo mundo que procura uma série gostosa, fofa e cheia de polêmicas. É daquelas que alterna momentos de romance com drama em questão de segundos. Ah, e para quem ama musicais também. Já estou com vontade de ver de novo.

Avaliação: ♥♥♥♥♥

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