10 itens que marcaram sua vida há dez anos

2005

Poucos dias antes de comemorar o último ano novo, percebi que o tempo realmente passa rápido demais. Neste ano, completo dez anos de formada na escola. Passei 15 anos da minha vida estudando lá (entrei com 2 e saí com 17) e continuo frequentando festas juninas e encontrando ex-professores, então não conseguia perceber que já faz muito tempo desde que me tornei ex-aluna.

Depois dessa conclusão chocante, resolvi forçar a memória para relembrar como era a minha (e a sua) vida dez anos atrás. Não parece, mas muita coisa – muita mesmo – mudou ao longo desse tempo.  Aí entra outra questão muito interessante: já parou para pensar como a tecnologia é rápida e necessária? Olha só:

O iPod aterrissou em solo brasileiro

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Hoje em dia, é quase normal trocar o iPod pelos smartphones, certo? Praticamente ninguém mais sai por aí com os aparelhos que tocam música e reproduzem vídeos. Pois saiba que, em 2005, o iPod era um artigo de luxo. Um ano antes, já víamos algumas pessoas com aquela versão clássica grandona, mas foi há dez anos que ele começou a ter seus primeiros fãs por aqui e criar admiradores da Apple.

Eu me incluo super nessa lista. Ganhei meu primeiro modelo, o shuffle, no finalzinho de 2005. Era tão mais prático levar o iPod do que o discman para a escola, gente! Depois de comprar outras versões, ganhei o Touch de presente de aniversário de 21 anos, e ele está vivo até hoje. É velhinho, mas tão querido!

As pulseiras de borracha promoviam a saúde

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Taí uma febre da qual você dificilmente escapou. Em 2005, qualquer pessoa ligada em consumo – especialmente os adolescentes, grupo no qual eu me encaixava na época – não saía de casa sem ao menos uma pulseira de borracha. Tudo começou depois que a Nike colocou à venda uma versão amarela criada para ajudar a Lance Armstrong Foundation, daí a famosa inscrição Livestrong.

A partir de então, outras fundações aderiram ao método. A pulseira rosa combatia o câncer de mama, a branca e preta levava em conta o preconceito racial e por aí vai. No Brasil, foi lançada a azul-escura, promovida pela Associação Brasileira do Câncer. Com tanta variedade de cores, era normal ver gente com um arco-íris no pulso.

Os bonés Von Dutch eram o símbolo máximo da moda

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Mais um exemplo que caberia muito bem na lista que fiz com peças de moda que caíram rapidamente em desuso. Há dez anos, não se falava em outro acessório que não fosse o famoso boné Von Dutch. Os modelos eram grandões e se diferenciavam pelo logo enorme (e um pouco brega, vai) que aparecia na parte da frente do boné.

Depois de se tornar conhecido e virar alvo de desejo, começou a ser vendido em diversas estampas e modelos. Tudo, claro, para agradar aos mais variados gostos. E, do que me lembro, era mais comum vê-los nas cabeças de meninas. Mas, como sempre acontece com peças assim, caiu no esquecimento e hoje ninguém mais usa. Para ser sincera, sempre achei algo horroroso, cafona e nunca fiz questão de ter.

A (então) nova geração do rock brasileiro ainda era forte

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Se você tem mais de 20 anos, com certeza já escutou muito CPM22, Detonautas, Pitty, Charlie Brown Jr. e tantas outras bandas que viveram seus ápices na primeira metade dos anos 2000. As músicas das bandas que fizeram parte da chamada nova geração do rock brasileiro tocavam em qualquer lugar, principalmente nas temporadas de Malhação que passavam naquela época – e que a gente insiste em dizer que eram muito melhores do que as atuais.

Era normal pedir para a amiga colocar uma determinada canção no CD que ia gravar para você (sim, gente, nem todos os computadores tinham gravadores de CD em 2005), ouvir inúmeras vezes e relacionar as letras a alguma paixonite. Muitas dessas bandas ainda existem e até fazem sucesso, mas nem se compara ao que era antes. Lembre-se que depois da febre do rock brasileiro, veio a era dos emos, do sertanejo universitário e, mais recentemente, das novas boy bands.

Tudo o que queríamos era um celular V8

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É incrível pensar que, há 10 anos, os celulares do momento vinham com câmera fotográfica. Sim, foi nessa época que foram lançados os primeiros aparelhos com o recurso. A qualidade das imagens, porém, era péssima. Mesmo assim, sonhávamos com celulares que possibilitassem o envio de SMS e de ringtones – outra moda que era horrível da qual fui vítima por muito tempo.

Nessa história toda, quem ganhou destaque foi o Motorola V8, aparelho com aba e design quadradão que a gente tanto amava. O número de usuários aumentou ainda mais depois que saíram os modelos coloridos – rosa e roxo – que conquistaram as meninas. Além de ser muito caro para o meu bolso, não curtia muito o formato do celular.

O Orkut e a explosão das redes sociais

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Com tantas redes sociais por aí, fica quase impossível acreditar que elas são relativamente novas. Pioneiro, o Orkut – desativado no ano passado – começou a ser introduzido no Brasil em 2004, mas viveu seu auge em 2005. Naquela época, ficávamos felizes quando recebíamos um scrap (os famosos recados) ou então um testimonial das amigas. Quanto maior fosse o número, maior era a nossa popularidade na rede.

Se a gente parar para pensar, o design e as funcionalidades do Orkut eram bem limitados. Apesar de ter seguido firme e forte por pelo mais cinco anos, a rede não conseguiu se superar frente à concorrência. Quando seu rival Facebook entrou no ar, muitos torceram a cara. Mas logo começou a ganhar um número enorme de usuários e se tornou prático para tudo, desde encontrar alguém para fazer contatos profissionais até localizar um amigo de infância. Dizem que o Face também vai sumir, mas a gente ama e não vive sem!

O Pânico na TV inovou a televisão

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Hoje, é difícil encontrar alguém que ainda assista ao programa, mas, há 10 anos, ver Pânico na TV era sinal de que você estava atualizado com as principais piadas do momento. Foi nessa época que surgiram as famosas sandálias da humildade, a dupla Vesgo e Silvio, que ficavam na porta das festas entrevistando celebridades e tantos outros quadros que foram adotados pelos brasileiros.

Criado em 2003, o Pânico virou um programa totalmente machista com piadas sem graça e, não à toa, perdeu quase toda sua audiência. Mas, em 2005, propôs um jeito inovador de fazer humor com expressões que marcaram a cultura do País. Aliás, naquela época até tinham algumas mulheres de biquíni, mas não tinha nada dessa onda das atuais panicats.

O Código da Vinci e o debate religioso

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O livro mais conhecido do escritor Dan Brown foi publicado em 2003, mas ficou mais conhecido pelo público brasileiro no final de 2004.Todos que liam diziam que era ótimo e indicavam para outras pessoas. Ou seja, o bate boca fez com que o número de leitores aumentasse de vez ao longo de 2005. Eu estava naquele momento de só ler livros pedidos por professores, mas resolvi ver se O Código da Vinci era bom durante as férias.

Além da história muito bem escrita e amarrada que tem ares de suspense e mistério, a obra levantou questões sobre o cristianismo. Os católicos contestaram e os estudiosos do tema aproveitaram a febre para provar suas teses e afirmaram que o autor não estava tão errado assim. O sucesso foi tanto que o livro virou filme (bem fraquinho) e Dan lançou uma série de outros títulos, mas nenhum chegou aos pés do primeiro.

A MTV ainda prendia nossa atenção

Alguém mais amava o prêmio VMB?

Alguém mais amava o prêmio VMB?

O Youtube surgiu em 2006 (sim, há apenas nove anos) e, antes dele, a gente dependia dos canais musicais – e de programas virtuais beeeem ruinzinhos – para ver os clipes das nossas bandas e artistas favoritos. Existia uma magia quando a MTV anunciava a data da estreia de um novo videoclipe. Os programas do gênero, como o saudoso Disk, ainda tinham um público fiel (como eu).

Sempre amei ver clipes e até hoje deixo a TV ligada em canais que os exibem, mas não tenho a mesma paciência de antes. É tão mais fácil e prático ver o “filme” no computador ou no próprio celular, não acham? Outro caso que a gente não imaginava que pudesse acontecer, mas que já era previsto há muito tempo.

A língua portuguesa não tinha sofrido o novo acordo

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Como jornalista, não poderia deixar esse item de fora. Em 2008, foi decretado o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, em que muitas palavras deixaram de (ou passaram a) ser acentuadas, hifens apareceram e tremas caíram. Imaginem como eu, que escrevo praticamente todo dia, sofro para me adequar às regras.

Há dez anos, não havia nem sinal dessas mudanças.  Estava em ano de vestibular e estudava feito doida para aprender gramática e a forma certa de escrever e acentuar palavras. Mas, de maneira geral, era muito mais fácil montar um texto. Hoje a gente precisa ter um manual por perto para tirar as dúvidas, que sempre aparecem.

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