10 motivos que fizeram Boogie Oogie ser a melhor novela dos últimos tempos

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Esse talvez seja o único post deste blog que eu escrevo com um aperto muito grande no meu coração. Gosto de novelas desde que me entendo por gente e já acompanhei várias histórias, mas recentemente era difícil algo me prender em frente à televisão. Até que começou Boogie Oogie e eu passei a ver sem esperar muita coisa. Quando percebi, estava completamente viciada (tipo seriado norte-americano).

Nesta sexta (06), depois de oito meses no ar, a novela chega ao fim. A tristeza que toma conta de mim quando digo isso é que, como ela ocupa a faixa das 18h, eu programei para gravar os capítulos todo esse tempo. Resultado: em quase 27 anos de vida, foi a única novela que eu vi do começo ao fim, sem pular nada. Desse modo, é normal a gente se apegar, vai? Antes de pegar meu lencinho e dizer adeus, preparei uma lista dos motivos que fizeram com que fosse a melhor novela que eu vi nos últimos anos. Dá uma olhada:

1. Trama rápida e ágil

Um dos melhores barracos da novela, para mim, foi quando o Elísio (Daniel Dantas) descobriu que tinha sido traído pela esposa Beatriz (Heloísa Perissé)

Um dos melhores barracos da novela, para mim, foi quando o Elísio (Daniel Dantas) descobriu que tinha sido traído pela esposa Beatriz (Heloísa Perissé)

Ninguém esperava muita coisa da novela, até porque o autor – o português Rui Vilhena – era desconhecido do público e fazia sua estreia na Globo. Acontece que todo mundo acabou surpreendido. Nos primeiros meses, a história se apresentava com um ritmo frenético. Toda semana, acontecia uma bomba. Perder um capítulo significava ficar para trás e deixar de saber como foi revelado um dos vários segredos da história. Essa forma de escrita agradou tanto que a novela foi esticada. Só que, nessa altura da vida, não sobrou muita coisa para contar e aí o final acabou se arrastando um pouco.

2. História fácil

Danielle (Alice Wegmann) e Rodrigo (Brenno Leone) se apaixonam, descobrem que são primos e decidem se casar mesmo assim

Danielle (Alice Wegmann) e Rodrigo (Brenno Leone) se apaixonam, descobrem que são primos e decidem se casar mesmo assim

No ano passado, a Globo passou por uma crise em suas novelas por conta dos enredos que usavam temas complexos como mistério e tecnologia. Sempre digo que sou fã daquela velha fórmula composta por um casal que sofre para ficar juntos porque vilões fazem de tudo para separá-los. Boogie Oogie apostou nessa ideia (e misturou outros clichês como troca de bebês, filhos fora do casamento, famílias ricas x famílias pobres, machismo e namoro entre primos) e olha só como funcionou.

3. Trilha sonora

É só a Debbie Harry começar a cantar que eu sinto vontade de sair dançando pela casa

É só a Debbie Harry começar a cantar que eu sinto vontade de sair dançando pela casa

Para quem não sabe, Boogie Oogie se passa no final dos anos 70 e se aproveita muito da era disco. Por isso, a trilha sonora é recheada de clássicos da época, como Heart of Glass, do Blondie. Your Song, do Elton John e tema do casal de protagonistas, talvez seja uma das poucas músicas do repertório que não é animada. Tudo é tão gostoso que basta ouvir para querer saí por aí dançando, de preferência na boate que dá nome à novela.

4. Figurino

Olha aí a Vitória (Bianca Bin) esbanjando magreza com seus tops e sandálias com meias

Olha aí a Vitória (Bianca Bin) esbanjando magreza com seus tops e sandálias com meias

Ok, sei que muita gente criticou as roupas usadas pelos atores, mas eu achei que alguns figurinos eram incríveis. Está certo que houve alguns erros em relação à época (certas personagens tinham cabelos lisos demais para uma década onde o permanente era vida), mas era bacana ver como cada mulher tinha o seu próprio estilo. A Sandra era riponga e amava calças de boca sino, a Vitória preferia sandálias altas com meias, a Dani gostava de uma pegada mais punk e a Susana investia pesado em um visual rocker. Minha favorita era a Diana, toda lindona com suas franjas folk.

5. Vilões carismáticos

Sempre ria com as desculpas esfarrapadas do Fernando e aprendi a gostar da Suzana

Sempre ria com as desculpas esfarrapadas do Fernando e aprendi a gostar da Susana

Faço parte do time que prefere os antagonistas. Eles são divertidos, ousados e fazem coisas tão absurdas que a gente acaba gostando e torcendo para que eles se deem bem. Quando as primeiras chamadas da novela foram ao ar, tive a impressão de que a Susana (Alessandra Negrini) seria a grande vilã. Até achava ela chatinha no começo, mas passei a gostar muito dela no final. O próprio Fernando (Marco Ricca) é o típico anti-herói que a gente curte: trai a esposa com várias mulheres e dá todos os golpes possíveis, mas nos faz rir de uma forma incrível. Por fim, a Carlota (Giulia Gam) é aquela vilã clássica que roubou todas as atenções e se tornou o foco dos últimos capítulos.

6. Marco Pigossi

Favor não reparar na cara de tonta da pessoa aqui que tremia tanto que não conseguiu tirar uma simples selfie

Favor não reparar na cara de tonta da pessoa aqui que tremia tanto que não conseguiu tirar uma simples selfie

Taí a razão pela qual comecei a ver a novela. Tem gente que prefere o Cauã Reymond ou o Caio Castro, mas eu paro qualquer coisa que estiver fazendo só para ver o Pigossi na televisão.  Já sabia que ele seria o protagonista dessa novela, então a ansiedade para vê-lo no papel foi enorme. Não sei se é impressão minha, mas ele estava mais bonito do que nunca como o piloto Rafael. Para completar, tive a incrível oportunidade de conhecê-lo na Beauty Fair do ano passado e fiquei ainda mais encantada porque ele foi simpático e muito educado com todas as pessoas.

7. Protagonistas com química

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Uma novela até pode ser boa, mas perde um pouco da graça se os protagonistas não têm aquela química que a gente tanto espera.  Não podemos dizer isso de Boogie Oogie. Tive minhas dúvidas quando soube que o Pigossi faria par com a Isis Valverde, mas deu tão certo que eu torci para os dois ficarem juntos desde o primeiro capítulo. A cena em que eles trocam o primeiro beijo é uma das minhas favoritas de toda a trama e mesmo depois de se acertarem de vez, eles continuaram a ser fofos (melosinhos demais para o meu gosto, mas tudo bem).

8. Destaque para os atores mirins

A atuação da Giovanna foi tão boa que ela levou o prêmio Melhores do Ano

A atuação da Giovanna foi tão boa que ela levou o prêmio Melhores do Ano

A maioria dos personagens interpretados por crianças me irrita profundamente. Existe sempre aquela mania de representá-los de forma infantil, com vozes e expressões que os deixam bem chatinhos. Eis que surge a Claudia (Giovanna Rispoli), irmã da protagonista. Mesmo com suas maria-chiquinhas e seus inseparáveis patins, ela foi responsável pelos momentos mais divertidos da história. Da mesma forma, o adolescente Serginho, irmão do Rafael, usava seu lado fofoqueiro para espalhar as maiores polêmicas da história.

9. Betty Faria em seu melhor papel

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Sei que ela já fez ótimas interpretações em sua carreira, mas fiquei tão apaixonada pela Madalena que precisava de um tópico só para ela. Mãe de Fernando e dona de toda a grana da família, começa a novela sendo avó da Vitória, mas descobre que, na verdade, é avó da Sandra. Feliz da vida, é uma senhora elegante e muito divertida que vive com a agenda cheia de compromissos. E não se importa nem um pouco de pagar micos como cantar na boate, participar de concursos de dança e por aí vai. Para resumir, é muito gostoso ver atores veteranos fazendo papeis tão inspiradores (passei a novela toda falando que queria ser igual a Madalena quando chegasse na idade da dela).

10. Os personagens secundários

Tão bonitinho acompanhar a história desse velhinho apaixonado, não acham?

Tão bonitinho acompanhar a história desse velhinho apaixonado, não acham?

A vida dos protagonistas foi resolvida de forma rápida, o que deu abertura para conhecermos as histórias igualmente deliciosas dos personagens secundários. Apesar de ter saído antes do fim da novela, a Inês (Deborah Secco) era linda e uma ótima amiga, daquelas que a gente queria ter sempre por perto. O Tadeu também era engraçadíssimo, assim como o rabugento Vicente (Francisco Cuoco). O bandidão Homero, talvez o que mais entrou na vibe dos anos 70, tinha expressões que me fizeram rir em vários momentos.

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