[Resenha] O Resgate – Nicholas Sparks

O Resgate

Sempre que penso em alguma lista de livros, é quase impossível deixar de fora um título do Nicholas Sparks. Quando eu descobri o autor, em 2010, fiquei completamente viciada e lia em sequência todos os livros que eram lançados no Brasil. Depois de um tempo, comecei a pegar um bode eterno dele e hoje até compro as obras que são lançadas com muita euforia, mas demoro meses para ler.

Acontece que, depois de um tempo, percebi que ele repete a mesma fórmula em todos os livros. A história sempre se passa em uma cidade minúscula da Carolina do Norte, a mocinha é sempre a atração da cidade, o cara é fortão e um dos dois vive nas sombras de um trauma do passado. A bomba explode em determinado momento e, na maioria dos casos, alguém morre.

E sempre existe alguém carismático – crianças, cachorros e até velhinhos simpáticos. Imaginem que eu já li mais de 15 obras dele, então praticamente não existe mais surpresa durante a leitura.

Foi assim com O Resgate. Para terem uma ideia, comprei meu exemplar no meio do ano passado e só li agora. Ele ficava na minha prateleira e sempre pedia por atenção, mas começava a folhear as primeiras páginas e o bode aparecia. Até que resolvi tentar e terminei mais rápido do que imaginava.

Amar alguém e ser amado é a coisa mais preciosa. Foi o que me permitiu seguir em frente, mas você não parece perceber isso. Mesmo quando o amor está bem na sua frente, você escolhe lhe dar as costas. Você está sozinho porque quer estar”

A história gira em torno de Denise Holton, mãe solteira de Kyle, um garotinho de quase cinco anos que ainda não consegue formar frases e se comunicar de maneira correta. Em um dia de tempestade (outro fator comum nos livros do Nicholas), ela bate o carro e fica desacordada. Quando volta a si, percebe que o filho sumiu – daí o nome O Resgate.

Quem se empenha na busca é Taylor McAden, voluntário do Grupo de Bombeiros. Não demora muito, é claro, para os dois se apaixonarem. O começo é lindo e eu gostei porque a Denise, ao contrário das outras mocinhas do autor, é uma mulher de atitude. É ela que comanda todo o relacionamento, do começo ao fim.

Só que Taylor, adivinhem, tem um problema muito forte com seu passado. Ele se sente responsável pela morte do pai e acredita que, por conta disso, não merece ser feliz. Essa é a razão que faz com que ele não se envolva completamente com nenhuma mulher e o motivo de muitas e muitas brigas com Denise.

E você não sabe o que eu sei. Que Kyle tem mais coração, mais espírito do que qualquer criança que já conheci. Você saberia que Kyle é o filho mais maravilhoso que qualquer mãe poderia desejar. Saberia que, apesar de tudo, ele é a melhor coisa que já me aconteceu. É o que há de bom na minha vida”

O mais bacana do livro? Descobrir que Kyle foi inspirado em Ryan, filho do Nicholas. Em uma nota publicada no final da história, ele conta que também sofreu para descobrir o problema da criança e que se dedicou a treinar com o pequeno todos os dias até que ele ficasse bem.  Denise é inspirada em Nicholas. Ela desconfia dos médicos e educa o filho constantemente. De fato, Kyle é apresentado como um garotinho muito fofo responsável pelos momentos mais divertidos da obra.

Sinceramente? Não vi nada de muito novo nesse livro. É apenas a boa e velha fórmula do Nicholas explorada em outros temas. Aqui, os pontos fortes são determinação, família, superação e, como não poderia deixar de ser, amor. Quem nunca leu um livro do Nicholas até pode achar muito bom.

Mas, para mim, foi uma obra mediana do autor. O começo é até bom e estimula a leitura, mas tudo se resolve de forma muito rápida para então cair unicamente no romance entre os protagonistas. Não teve nenhum elemento que fosse capaz de me surpreender (como aconteceu em histórias dele que eu li recentemente, como Uma Longa Jornada e O Guardião). De maneira geral, é um livro bom para quem procura algo para ler rapidamente.

Avaliação: ♥♥♥

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3 comentários sobre “[Resenha] O Resgate – Nicholas Sparks

  1. Também amo Nicholas ,e mesmo sem ter lido tantas obras percebo os clichês.Chorei muito com a última música e amei O milagre , fiquei surpresa quando ao ler À primeira vista notei que era uma continuação de O Milagre….Nicholas é isso: Muito amor,muitas lições ,mas nada de inovação ou quase nenhuma.Ainda assim, não posso deixar de lê-lo.
    Bjs 🙂

    • Oi, Laila! Acredita que O Milagre é o que eu menos gosto dele? Engraçado como muda de pessoa para pessoa né? Mas concordo com você. Por mais que a gente já saiba o que vai acontecer, continuamos a ler Nicholas. Obrigada pela visita! Beijos

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