[Resenha] A Teoria de Tudo – um dos filmes favoritos do Oscar 2015

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Dia desses comentei que Birdman foi o melhor filme que eu vi nos últimos tempos. Por mim, ganharia todos os prêmios pelos quais está concorrendo ao Oscar. Mas, antes de ter certeza disso, precisa assistir outro longa que briga de perto pelos prêmios: A Teoria de Tudo, conhecido por contar a história do físico Stephen Hawking, portador de esclerose lateral amiotrófica, doença chamada de ELA (sim, aquela do desafio do balde de gelo, que bombou nas redes sociais no ano passado).

Pois bem, assisti ao filme no último final de semana e a primeira coisa que pensei quando terminei de ver é que o cinema deste ano realmente está fortíssimo.  Ao contrário do que eu pensava, A Teoria de Tudo não foca somente na história de Hawking e nas descobertas que ele fez como estudioso. Baseado no livro escrito por sua ex-mulher, Jane, o filme mostra como os dois se conheceram e o momento da descoberta da doença.

O físico já é apresentado jovem, quando estava na faculdade e, logo no começo, encontra Jane em uma festa. Não sei se foi impressão minha, mas, desde o começo, o filme mostra como a estudante de artes era uma mulher à frente de seu tempo. Foi ela que deu seu telefone para Hawking, enquanto ele levou alguns dias para decidir o que fazer. Mesmo assim, é bem fofo ver como ele era bonzinho com ela.

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Assim que se apaixonam, Hawking descobre que é portador da doença e que tem apenas dois anos de vida. Jane mais uma vez surpreende a todos porque decide ficar ao lado dele, se casa e tem um filho. O físico, por outro lado, começa a ter mais dificuldade para andar e falar.

Com o passar dos anos, o casal tem mais dois filhos e os problemas só aumentam. Hawking passa os dias em uma cadeira de rodas e, no final, precisa de uma máquina para conseguir se comunicar.

Ok, é fato que a atuação de Eddie Redmayne é algo realmente fora de sério e que vai ser injusto se ele não levar o Oscar. Não sei se foi minha impressão, mas achei que o filme mostra muito mais o lado de Jane, vivida de forma brilhante por Felicity Jones. É ela que sacrifica a própria vida para cuidar do marido e dos filhos. É ela que precisa se mostrar forte o tempo todo. É ela que precisa ouvir os comentários alheios.

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Enfim, achei que a história dá um destaque maior para o papel da protagonista. Não vi ainda os outros filmes das indicadas a melhor atriz, mas acho que ela merece MUITO.

Entrei no cinema disposta a aceitar A Teoria de Tudo como um filme melhor do que Birdman, mas não aconteceu. Ainda prefiro a piração psicológica do que uma história que tem a receita perfeita – e já desgastada – para ganhar o Oscar: produção biográfica, figura com vida inspiradora, ator que precisa se reinventar para entrar no papel e lágrimas, muitas lágrimas.

De qualquer forma, é um filme muito bonito sobre amor e superação que já conquistou muitas pessoas e promete ganhar um número ainda maior de fãs. Ajuda a dar uma outra cara para uma personalidade que já era conhecida, mas que, ao contrário de outros longas do gênero, ainda está viva e cheia de motivação.

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Avaliação: ♥♥♥♥♥

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Um comentário sobre “[Resenha] A Teoria de Tudo – um dos filmes favoritos do Oscar 2015

  1. Pingback: Os look do Oscar 2015 | Fik Dik

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