Os Filmes de 2014 – Parte 2

Ontem postei a primeira parte da lista com os melhores filmes de 2014 e descobri que tivemos muitas estreias boas ao longo do ano. A solução para não deixar nenhum longa de fora foi dividir as produções em dois posts. Nesta segunda parte, trago filmes que se destacaram em premiações, outros que foram muito comentados e que dividiram opiniões e mais alguns que são maravilhosos e merecem ser vistos. Vamos a eles?

Philomena

philomenacapa2Como boa jornalista, eu adoro filmes baseados em histórias reais. E Philomena me prendeu logo de cara por isso. Trata-se de uma senhora que engravidou muito jovem e foi mandada para um convento, onde teve seu filho repassado para ser adotado por outra família. Anos mais tarde, ela resolve procurá-lo e conta com a ajuda do jornalista Martin.

Confesso que não me empolguei muito quando vi o trailer, mas fiquei com a curiosidade atiçada para saber se ela encontraria ou não o filho. Assisti e achei muito fofinho, pincipalmente pela Judi Dench, que está maravilhosa no papel principal. Dá vontade de dar um abraço bem forte na Philomena e levá-la para casa. O final também é surpreendente e muito bonito. Enfim, é uma graça de filme, que deve ser visto por todo mundo, especialmente mulheres que adoram um drama familiar.

Chef

CHEF_09324_9325_COMP.JPGApesar de ter passado em grandes salas de cinema, esse filme não teve muita repercussão. Eu mesma não fazia ideia da história quando minha mãe me convenceu a assistir. A única coisa que eu sabia era que falava de um chef de cozinha que resolvia se arriscar no segmento de food truck. E como boa fã das comidas de rua, esse enredo logo me agradou.

Mas o filme acabou se revelando mais do que isso. Os ingredientes que fazem parte da preparação dos pratos são mostrados de forma tão incrível que dá água na boca só de lembrar. Saímos com uma vontade enorme de abrir um food truck, o que, obviamente, não foi para frente. Além da comida, o filme também fala sobre a relação entre pai e filho e tem uma trilha sonora muito boa (destaque para a versão de Sexual Healing). É fofo, engraçado, saboroso e inspirador.

Noé

B528331D7CDF536E3B641A2931679B_h467_w598_m2_q90_cLWeyTGBgContei algumas vezes que sou fã dos filmes Darren Aronofsky (que dirigiu Cisne Negro e Réquiem para um Sonho). Então, quando soube que ele faria uma releitura do episódio bíblico da arca de Noé, quase enlouqueci de tanta ansiedade. Aí vieram os trailers e eu desanimei. Tive a impressão de que seria mais uma daquelas sagas épicas tão confusas que me deixam com dor de cabeça. As opiniões eram bem divididas: muita gente amou e muita gente odiou.

Vi somente no mês passado e posso dizer com toda a certeza que eu faço parte do time que aprovou a produção. O Darren gosta de fazer esses filmes doidões que mostram a que ponto as pessoas chegam quando estão com um único objetivo na cabeça. Esse lado do diretor também é explorado em Noé. Os sonhos dele com o dilúvio são extremamente reais e podem chocar, mas a mensagem final é tão linda que vale a pena.

Uma Longa Queda

cena-do-filme-uma-longa-queda-do-diretor-pascal-chaumeil-1400702240852_956x500Descobri o filme por acaso quando zapeava pelo Now e resolvi assistir porque tinha o Aaron Paul, que fez o Jesse em Breaking Bad (uma das minhas séries favoritas). Ele dá vida a um entregador de pizza que resolve cometer suicídio se jogando do alto de um prédio no dia de ano novo. Mas ele não está sozinho e se depara com outras três pessoas que também querem dar um fim em suas vidas.

Eles resolvem fazer um pacto e juram não se matarem até o Dia dos Namorados. O grupo passa a compartilhar seus problemas e, juntos, encontram forças para superar as dificuldades. Baseado no livro de Nicky Hornby, o mesmo de Alta Fidelidade, é um conto bonitinho que poderia facilmente passar na TV aberta e que, apesar de não ser uma megaprodução, merece ser visto. Afinal, todas nós temos momentos de puro desespero.

Se Eu Ficar

entretenimento-cinema-filma-se-eu-ficar-if-i-stay-20140903-08-size-598Já falei tanto desse filme por aqui que nem eu aguento mais. O fato é que o filme foi, sem sombra de dúvidas, um dos meus favoritos do ano. Que me perdoem os fãs, mas gostei muito mais do que A Culpa é das Estrelas. Um amigo me disse que talvez seja porque a história esteja mais próxima da nossa realidade. Pode até ser, mas meu choro veio de forma natural e não por pura pressão como foi com a adaptação de John Green.

Para quem não sabe, o filme é a adaptação do livro de Gayle Forman e fala sobre Mia, uma jovem que sofre um grave acidente de carro com os pais e o irmão mais novo e fica entre a vida e a morte. Em uma experiência fora do próprio corpo, ela tem a chance de relembrar momentos de sua trajetória para decidir o que fazer. É lindo e fala sobre tantas coisas: o primeiro amor, a força da família, a influência da música e por aí vai. E para quem gostar, vou repetir: leiam os livros, especialmente a segunda parte da saga, Para Onde Ela Foi.

Malévola

malevolaSempre amei as princesas clássicas da Disney, mas me simpatizava mais com as vilãs. Acho que quando nós somos mais novas, o medo faz com que a gente acabe memorizando as personagens do mal. E duas delas são as minhas favoritas: a Malévola e a Úrsula, a polvo de A Pequena Sereia. Por isso, claro, dei uma leve pirada quando soube que a Angelina Jolie daria vida à bruxa que atormenta a Aurora em A Bela Adormecida.

O que eu mais gostei no filme foi a nova versão que deram para a história. Sim, tem a cena clássica do batizado, tem as fadinhas e tem a famosa roca. Mas mesmo quando eu via o desenho, ficava pensando nos motivos que levaram Malévola a ser tão ruim. E agora, com o filme, nós sabemos. E ah, o beijo que acorda Aurora tem um significado muito mais bonito. Mais uma quebra nos estereótipos da Disney. Uma fofura!

O Juiz

RDJRD-size-598Mais um que eu não fazia ideia de que estava em cartaz, mas que vi por insistência da minha mãe. Estava crente de que o filme seria chato e que eu poderia aproveitar para dormir no cinema, mas fiquei tão grudada na tela que não senti sono uma única vez. Robert Downey Jr. vive um advogado acostumado a defender criminosos e a ganhar as causas. Em uma das audiências, ele recebe um telefonema avisando que sua mãe tinha morrido. Ele então precisa voltar a cidadezinha onde cresceu para acompanhar o funeral e reencontra os irmãos e o pai, um juiz muito respeitado.

Prestes a ir embora, ele descobre que o pai se envolveu em um acidente de carro e decide ficar para defendê-lo no tribunal. O problema? Os dois não se dão nem um pouco bem. O filme acabou se revelando uma deliciosa história sobre a relação entre pai e filho e os valores aprendidos na infância. Também não é uma megaprodução, mas com certeza será um daqueles para assistir várias e várias vezes.

O Lobo de Wall Street

o lobo de wall st cenaSendo bem sincera, não gostei muito desse filme. Achei até um pouco machista porque se concentra em assuntos como dinheiro, sexo, drogas e desvalorização das mulheres. E é tão longo que me cansou em alguns momentos. Coloquei nessa lista por conta da atuação de Leonardo Di Caprio, que mais uma vez foi indicado ao Oscar e mais uma vez não ganhou (e ele merecia muito mais que o Matthew McConaughey, na minha opinião).

Outro que merece destaque é o Jonah Hill. Estava acostumada a vê-lo em filmes bobinhos e me surpreendi pela sua interpretação no longa. Os momentos mais divertidos da história são vividos por ele, como a parte em que ele briga com o Leo na cozinha da casa dele, mas eles estão tão drogados que mal conseguem se movimentar. Enfim, é aquele tipo de produção que deve ser vista, principalmente por ser baseada em um caso real, mas que divide as opiniões.

 

Gostou das minhas escolhas? Então aproveite os últimos dias de 2014 para ver e rever os filmes e aguardar o que vem no ano que vem.

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