Os Filmes de 2014 – Parte 1

Quando comecei a pensar nos filmes que marcam 2014, não consegui me lembrar de muitos. Logo achei que o ano não tinha sido lá essas coisas no quesito cinema. Comecei a pesquisar em alguns sites e não é que acabei surpreendida? Os últimos 12 meses podem não ser os melhores, mas registraram bons lançamentos que já são clássicos. O mais legal, para mim, é que os longas de maior destaque são de gêneros variados, ou seja, todo mundo conseguiu se divertir durante o ano. Teve tanta coisa bacana que eu precisei dividir os meus favoritos em duas partes. Vamos conhecer a primeira?

Ela

ela2Apesar de ter sido produzido em 2013, o filme só chegou aos cinemas brasileiros no início deste ano e foi um dos grandes indicados ao Oscar. Na época, havia um certo burburinho porque o longa tinha uma proposta ousada que dividiu opiniões. Tudo porque falava sobre um homem que tinha dificuldades para se relacionar e acabou se apaixonando pela voz de um programa que criava amigos virtuais.

Assisti por acaso muitos meses depois e estava certa de que iria odiar. Mas, no fim, gostei muito. É o tipo de filme que você precisa pensar para entender. Achei bacana mostrarem que daqui a alguns anos, as pessoas podem se sentir tão solitárias por causa do excesso de tecnologia que só conseguirão ter um amigo – ou namorado – se for de forma virtual. E outro elemento de destaque é a dependência de uma “pessoa” que só se apresenta pela voz, sem qualquer tipo de contato físico. Indico para todo mundo, mas é importante dizer mais uma vez que é uma produção que pode não agradar. Vai de cada um mesmo.

Frozen

FROZENSAté as pessoas que não gostam de animações são obrigadas a concordar que Frozen foi um sucesso e tanto neste ano. E depois de pensar muito, eu ainda não sei dizer os motivos que fizeram com que a animação fosse o maior acerto da Disney nos últimos anos. Talvez tenha sido a proposta de romper com os estereótipos e lançar um filme que foge da história entre um príncipe e uma princesa e foca na relação das irmãs Elsa e Anna.

Essa quebra no padrão dos contos da Disney segue uma proposta que começou lá atrás e passa a mostrar outros tipos de amor. Em Valente, por exemplo, a princesa não queria se casar e terminou reforçando os laços com a própria mãe. Acredito que o conceito de amar uma irmã é mais próximo e compreensível para as crianças (afinal, muitas delas possuem um ou mais irmãos). Fato é que Frozen conquistou o título de maior bilheteria de animação da história e ganhou dois Oscars. Para poucos!

Divergente

cs3j48m6p4ek2y5sixz5qi1vfMistura de Jogos Vorazes com Harry Potter, segue aquela velha proposta de que o mundo será dividido de forma muito diferente da que temos hoje. No caso de Divergente, a população é organizada por facções de acordo com comportamentos e atitudes. Pode parecer uma ideia muito louca, mas para mim faz muito mais sentido do que jogos onde todos se matam e só um sobrevive (me julguem!).

Talvez não tenha feito o mesmo sucesso da outra saga, mas eu achei tão interessante que comprei o livro logo que saí do cinema. Demorei para terminar, mas já li a segunda parte e estou no aguardo da adaptação para as telonas, que chega por aqui em março. Precisa de um motivo para ver? Então anote o nome de Theo James, que interpreta – e empresta toda sua beleza para – o instrutor Quatro.

O Grande Hotel Budapeste

83fht9sazmrm3rv2e8ljzwv2lAí vai uma revelação: não sou muito fã dos filmes do diretor Wes Anderson (que também fez Os Excêntricos Tennenbaums e Moonrise Kingdom). Acho uma piração sem fim e totalmente sem sentido. Mas não dava para deixar O Grande Hotel Budapeste de fora deste post, já que foi um dos longas mais comentados ao longo de 2014. Quando minha mãe me chamou para assistir, fui muito sem vontade, mas concordei só porque queria ter minha opinião a respeito.

Ok, a história é bonita e fala sobre a amizade entre o concierge de um famoso hotel e um jovem funcionário que contrata para trabalhar no local. O figurino do filme, que se passa no período entre as duas guerras mundiais, é muito bonito, assim como os cenários e a fotografia. Mas sinceramente? Não faz meu gênero de filme. Assim como aconteceu nos outros longas do diretor, saí da sala achando o enredo fraco e cansativo. Como muita gente adorou, é o tipo de produção que precisa ser vista.

A Menina Que Roubava Livros

A-meinna-que-roubava-livros-9Estreou bem no comecinho do ano e foi uma das primeiras adaptações de best-sellers a ganhar os cinemas em 2014. Não tinha lido a história quando fui ver, então tinha outra ideia. Não gostei do final e peguei uma birrinha do filme por causa disso, mas tem ensinamentos muito bacanas. Vale a pena, apesar de ser um tema batido (crianças que sofrem durante a Segunda Guerra Mundial).

 

Nebraska

602x0_1392482269Outro que foi destaque no Oscar, mas que eu só vi em novembro. Ouvia falar que era muito bom e até tinha vontade de assistir, só que rolou uma preguiça porque o filme era em preto em branco e eu costumo não gostar muito de produções assim. Fui teimosa e apertei o play imaginando que desistiria antes da primeira meia hora. Quando percebi, já tinha visto praticamente tudo. É criativo, original e extremamente divertido.

Após receber uma propaganda pelo correio, Woody tem certeza de que ganhou US$ 1 milhão e resolve ir a pé até uma cidade do estado de Nebraska para retirar o prêmio. Como ele é muito idoso, seu filho tenta convencê-lo de que tudo não passou de uma confusão, mas a teimosia do pai acaba vencendo e eles decidem ir de carro. No meio do NEBRASKAcaminho, eles passam alguns dias na casa dos tios e a confusão está armada, porque Woody resolve contar a todos que está milionário e passa a lidar com os mais variados sentimentos.

Adoro esses filmes sobre família porque são extremamente reais, principalmente quando envolve aqueles comentários que a gente sempre ouve. É um pouco parado e monótono, mas acaba se revelando uma graça. E estou para dizer que foi um dos melhores que eu vi no ano.

O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro

o-espetacular-homem-aranha-gColoquei nesta lista por dois motivos: o Homem-Aranha sempre foi meu herói favorito (sim, tenho esse lado menino que adora filmes de super heróis) e porque o protagonista é vivido pelo Andrew Garfield. Concorda comigo? Então vale a pena assistir. Eu adorei, achei que o Andrew deu uma cara mais descontraída para o personagem e dou o braço a torcer: ele e a Emma Stone, sua namorada na vida real, fazem um casal fofíssimo e estão afiadíssimos no filme.

No entanto, vale ressaltar: se nenhum desses itens te apeteceu, é melhor desistir, já que a maioria das críticas foi ruim. Uma pena.

A Culpa é das Estrelas

culpaedasestrelas_7Mais um que, independente de gostos e preferências, marcou o ano de 2014. O livro homônimo de John Green já tinha sido lido por muita gente quando chegou aos cinemas, mas ganhou muito mais fãs depois da adaptação. Tudo porque a curiosidade das pessoas aumentou quando ouviam que era emocionante e quase impossível de controlar o choro.

Ok, é lindo, mas não é meu favorito. De qualquer forma, vale assistir.

 

Gostou? Então fique de olho porque amanhã postarei a segunda parte da lista com os melhores filmes de 2014.

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2 comentários sobre “Os Filmes de 2014 – Parte 1

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  2. Pingback: Top 5: Filmes para comemorar o Dia dos Solteiros | Fik Dik

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