Os filmes da minha infância

Há pouco tempo, fiz uma lista com os filmes que marcaram a minha vida. São histórias que eu assisti quando era pelo menos adolescente e passava por algum momento importante. Apesar disso, existe um grupo de longas que eram os meus preferidos durante a infância. Sabe aqueles que a gente pede para a mãe colocar umas mil vezes? Pois é. De uma maneira ou de outra, temos alguns filmes que se tornam nossos companheiros durante os tempos de criança. E quando nos lembramos deles, anos mais tarde, bate aquela saudadinha gostosa. Quer saber quais são os meus eleitos? Então vamos lá:

Meu Amigo Dragão

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Não me lembro de quando foi a primeira vez que eu assisti, mas sei que o filme já exista quando eu comecei a ter noção de que eu era uma pessoa. Apesar ter feito sucesso na minha infância, na primeira metade dos anos 90, o longa é bem mais antigo e foi lançado em 1977. Fofinha e até um pouco pesada para crianças, a história se passa no início do século 20 e tem como protagonista o menino órfão Pete, que era maltratado por sua família adotiva e resolve fugir. Ele passa a morar com o zelador do farol da cidade, mas precisa esconder seu melhor amigo, o dragão Elliott, que na verdade é mostrado em forma de desenho animado. Foi um dos primeiros filmes da Disney a apostar nessa mistura e traz músicas bem bonitinhas.

A História Sem Fim

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Sempre passava as férias de julho com meus primos no Rio de Janeiro. Eu era uma das mais novas, mas gostava de ver filmes com os mais velhos. Só que claro que alguns deles me assustavam bastante. Foi assim com A História Sem Fim.  Em um belo dia, eles estavam assistindo a segunda parte da aventura, mas algumas cenas me deixaram com medo. Anos mais tarde, arrisquei e vi o primeiro episódio da saga. Foi aí que amei e passei a ficar viciada. Nesse filme, o garoto Bastian entra em uma livraria e acaba pegando o livro A História Sem Fim. Ao ler as páginas, sua imaginação é transportada para aquele mundo mágico que precisa urgentemente de salvação. O que eu (e todas as outras crianças da época) mais gostava era o cachorro-voador Falkor. Fofíssimo!

Bernardo e Bianca

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Sempre gostei de todos os filmes da Disney, mas alguns têm mais cara de infância. Caso de Bernardo e Bianca. A história dos ratinhos que salvam crianças em perigo tem partes bem bonitinhas, mas pode ser um pouco triste para os pequenos. Isso porque a garotinha Penny vivia em um orfanato e sonhava em ser adotada. Seu desejo é atendido, mas ela passa a sofrer com os abusos de Medusa (vilã que sempre morou no meu coração) e Asdrúbal. É quando decide escrever uma carta pedindo ajuda que chega aos ratinhos. Não sei se essa história poderia ser apresentada nos dias de hoje, mas a música inicial já me deixava angustiada. Mesmo assim, vi inúmeras vezes e é um dos meus desenhos favoritos. Se eu deixaria um filho meu assistir quando pequeno? Bom, aí é outra história…

Os Batutinhas

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Sabe aquela fase em que meninos odeiam meninas e vice-versa? Pois esse é o principal foco desse filme-gracinha que já tem (pasmem) 20 anos. A história gira em torno de um grupo de garotinhos que formam um clube de homens que detestam as mulheres. O problema é que o melhor amigo do fundador da gangue está interessado em Darla, uma menina. Ele é acusado de traição e passa o filme todo brigando com o amigo e tentando reconquistar a atenção e sua amada, que também se sente enganada por ele e resolve gostar de outro rapazinho. No fim, claro, ele ganha não apenas a corrida de kart mais importante do bairro como o amor de Darla de volta e o respeito de todos no clubinho. Na época em que o filme foi lançado, eu tinha seis anos e estava justamente nessa fase de achar que os meninos eram os seres mais insuportáveis do mundo, então rolou uma megaidentificação. Um verdadeiro clássico!

Meu primeiro amor

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Acho que todo mundo que cresceu na mesma época que eu concorda que nós aprendemos o que é morte vendo esse filme. Vada, a protagonista do filme, perdeu a mãe dois dias depois de nascer e seu pai é um agente funerário que não lhe dá a devida atenção. Isso faz com que ela se sinta sozinha e com poucos amigos, a não ser Thomas, um garoto que é alérgico a quase tudo. Apesar de ser apaixonada por seu professor de inglês, a jovem acaba se aproximando de Thomas e termina o verão dando seu primeiro beijo (tem cena mais fofa e inesquecível do que essa?). Quando tudo parece perfeito, ela perde seu anel e fica desesperada. Tempos depois, Thomas encontra o acessório, mas chuta uma colmeia e é atacado pelas abelhas. Por conta de sua saúde fragilizada, ele não resiste e acaba falecendo. O filme é tão triste, mas nos ensinou uma porção de coisas sobre relacionamentos e a entrada na adolescência. Não é mesmo?

 

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2 comentários sobre “Os filmes da minha infância

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