As melhores novelas de todos os tempos

Não é segredo para ninguém que eu gosto (muito) de novelas. Não perco por nada o primeiro capítulo – mesmo que eu abandone a história depois – e desmarco qualquer compromisso que coincida com o último capítulo. O mais incrível é que eu lembro os nomes dos personagens e até mesmo cenas de novelas que foram exibidas há anos. Por isso, escolher apenas cinco obras e fazer um top 5 era uma missão praticamente impossível. Daí veio a ideia de separar por categorias e eleger a melhor de cada uma. Já adianto que muita coisa ficou de fora e que as minhas escolhas também levam em conta o meu gosto. Vamos conhecer as vencedoras?

Melhor vilã: Carminha (Avenida Brasil)

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Essa foi bem fácil. Faz apenas dois anos que nós nos despedimos da família do Tufão e de todos os personagens do bairro fictício do Divino, mas dá tanta saudade, né? Escrita por João Emanuel Carneiro, a novela é considerada uma das melhores dos últimos anos e o sucesso se deve principalmente à Carminha. A vilã que nós amamos odiar começa a trama planejando a morte do próprio marido e abandonando a enteada Rita no lixão para então seduzir um jogador de futebol – detalhe: ele era noivo de outra.

Anos mais tarde, ela passa a viver em uma luxuosa mansão com toda pompa e riqueza até ser infernizada por sua enteada, que cresceu e agora atende por Nina. Além de tentar enterrar a garota viva, Carminha matou o próprio amante (que, aliás, era seu cunhado) e praticava bullying com a filha gordinha. Esses atos são suficientes para torcer contra qualquer vilão, mas a atuação de Adriana Esteves foi tão maravilhosa que caiu não apenas no gosto dos brasileiros, mas também dos argentinos, já que a novela recentemente foi exibida por lá. Vai ser difícil ter outra vilã tão boa!

Melhor novela das nove: Laços de Família

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Eu sempre gostei muito das histórias do Manuel Carlos. Mas acho que ultimamente ele vem perdendo um pouco a mão. Isso porque ele gosta de focar nos diálogos, em cenas arrastadas, capítulos em que nada acontece e, claro, muita bossa nova. Hoje, tudo precisa ser mais ágil e dinâmico. Mas, em 2000, esse ritmo mais lento super funcionava. Tanto que eu não conheço ninguém que não tenha visto Laços de Família. Como o próprio nome diz, a trama girava em torno da relação entre uma mãe e uma filha que se apaixonavam pelo mesmo homem. Esse cara, por sinal, era o Reynaldo Gianecchini, que fazia sua estreia na televisão. Tinha 12 anos na época e rolou uma paixonite muito forte.

Tudo bem, a gente sabe que ele ainda não era muito bom, mas a novela também teve cenas memoráveis, como a que a Camila (Carolina Dieckmann) raspa o cabelo ao som de Love by Grace. Ou então da Capitu, personagem que levou a Giovanna Antonelli ao estrelato, e da Iris, personagem da Deborah Secco que infernizava a vida de Pedro (José Mayer, um clássico do Maneco). Fora a trilha sonora, que era incrível! A novela ganhou reprise no “Vale a pena ver de novo” em 2005 e eu já estou no aguardo de uma nova exibição. Quem sabe?

Melhor novela sobre religião: A Viagem

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Normalmente o remake de uma novela não é tão bom quanto a primeira versão, mas nesse caso a situação se inverteu. Em 1994, ainda não existiam muitas novelas religiosas. A Viagem tinha proposta espírita e falava sobre reencarnação. Logo nos primeiros capítulos, Alexandre mata um homem e é condenado a mais de 20 anos de prisão. Depois de cometer suicídio, passa a viver no vale dos suicidas, retratado como um lugar tão tenebroso que me dá medo até hoje – não sabe do que estou falando? Clica aqui para comprovar.

Não satisfeito em estar nesse lugar horroroso, ele planeja um acidente de carro para matar Otávio, o advogado que o condenou. Pouco tempo depois, sua irmã Dinah também morre após encontrar sua sobrinha desaparecida e ter um infarto fulminante. Levada a um plano espiritual muito mais bonito do que o vale dos suicidas, Dinah resolve ajudar o irmão para que ele possa se tornar alguém melhor e reencarnar. Parece tenso, mas foi um verdadeiro sucesso. Outras tramas com a mesma proposta vieram depois, mas nenhuma teve a mesma repercussão. Tanto que a novela já foi reprisada na TV Globo e hoje é líder de audiência no Canal Viva (pena que passa em horários muito ruins para quem trabalha).

Melhor novela de época: Chocolate com Pimenta

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Eu gosto muito de novelas de época. Elas costumam ser mais leves e apresentam figurinos lindíssimos. Chocolate com Pimenta era assim. Retratada nos anos 20, contava a história de Ana Francisca, tratada como um patinho feio por ser pobre e usar penteados estranhos. É justamente esse jeito ingênuo que conquista Danilo, o garoto mais popular da escola. Na formatura, Ana é humilhada pelos colegas. Com isso, ela resolve deixar a cidade em que morava e só retorna anos mais tarde, rica e poderosa. O resto da história já dá para imaginar: depois de brigarem muito, ela e Danilo finalmente ficam juntos.

Foi uma novela bem bonitinha, daquelas que a gente gosta de ver (é a segunda novela das 18h mais vista na década de 2000) e torce muito pela mocinha. As roupas eram realmente lindas. Tinha muito vestido rodado, luvinhas rendadas, chapéus e cabelos com corte chanel e cachinhos. Fora que a cidade fictícia era uma graça. Dava muita vontade de voltar no tempo, morar lá e conviver com os personagens. Foi exibida em 2003 e ganhou duas reprises, em 2006 e em 2012.

Melhor novela das seis: Coração de Estudante

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Ok, nem todo mundo vai concordar comigo nesse quesito. Mas eu realmente gostei muito dessa novela. Era uma espécie de Malhação universitária. Explico: a trama se passava em Nova Aliança, uma cidade imaginária de Minas Gerais, e girava em torno de professores e alunos da universidade da cidade. No núcleo jovem estavam os alunos que moravam em uma república e enfrentavam questões típicas dessa idade, como responsabilidades e relacionamentos. Já no grupo adulto estavam o professor Edu (Fabio Assunção), sua noiva mimada Amelinha (Adriana Esteves) e sua grande paixão, a advogada Clara (Helena Ranaldi).

Era bem gostosinha de assistir e realmente viciava. Tinha 14 anos quando foi exibida e acho que rolou uma certa identificação com esse mundo jovem. A reprise aconteceu em 2007, quando eu já estava na faculdade, então a identificação foi maior ainda. É aquela novela que faz a gente esquecer dos problemas enquanto assiste uma história atual e cativante. E a trilha era muito boa, tinha alguns clássicos da época, como “Don’t Let Me Get Me”, da Pink, e “Wherever You Will Go”, do The Calling. Ou seja, agradou todo mundo e poderia super passar de novo. Já estou na torcida!

Melhor novela das sete: Da Cor do Pecado

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Lembra do João Emanuel Carneiro, autor de Avenida Brasil? Ele foi chamado para escrever a novela depois de revolucionar a audiência da faixa das 19h com Da Cor do Pecado. Exibida em 2004, foi um sucesso porque começou a mostrar as histórias de forma mais rápida com personagens extremamente populares. Quer mais? Teve a primeira protagonista negra de uma novela. Tais Araujo viveu Preta, uma jovem que se apaixonava por um homem rico. Como mocinha sofre muito, ela fica grávida desse rapaz e ele acaba desaparecido em um acidente de helicóptero. Claro que tudo dá certo no final, porque ele reaparece para viver ao lado dela.

Antes do final feliz, teve muita coisa boa. Giovanna Antonelli viveu sua primeira vilã e deixou muita gente impressionada com tanta loucura e maldada. Matheus Nachtergale interpretou um vidente fajuto e Rosi Campos era a mamuska, matriarca da família Sardinha, composta por cinco filhos que praticam luta livre. Esses ingredientes fizeram com que a novela fosse um grande sucesso e ganhasse duas reprises, em 2007 e 2012. Assisti a primeira versão e a primeira reprise e o que mais gostava era esse ritmo ágil. Em todo capítulo acontecia alguma coisa. Aquele caso em que você deixa de ver por um dia e perde algo importante. Um verdadeiro marco na história da televisão.

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