Magia ao Luar: o novo filme de Woody Allen

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Não sei bem quando começou o meu amor pelos filmes do Woody Allen. Lembro de uma vez (em 2006 ou 2007) ter alugado o dvd de Scoop enquanto passava as férias de final do ano no Rio com uma amiga. Nós amamos e, desde então, temos como meta de vida assistir a todos – todos mesmo – os filmes dele. Temos uma coleção gigante com grande parte da obra do diretor e já vimos muita coisa, mas ainda faltam muitos…

Eu também faço questão de ver todos os novos, logo na semana de estreia. E não foi diferente com Magia ao Luar, que entrou em cartaz no dia 28 de agosto. Vi no último domingo cheia de expectativa, mas saí com a sensação de que eu já tinha visto aquilo. Não me entendam mal, o filme é superfofo, tem um enredo bonitinho, mas não me surpreendeu. Em cinco minutos eu já sabia tudo o que ia acontecer.

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O filme se passa em Paris nos anos 20. Só isso basta para te fazer sair de casa e encarar a sessão lotada. A paisagem inspiradora da região conhecida como Côte d’Azul é um dos pontos altos do filme. Parece que o local é realmente mágico – desculpem-me pelo trocadilho – e que fica ainda mais bonito com um figurino que deixa qualquer fashionista de queixo caído. Vestidos em tons clarinhos, chapéus delicados e paetês ajudam a contar a trama.

Logo no início da história, o mágico Stanley (vivido por Colin Firth, nosso eterno Mark Darcy) é chamado por um amigo para desmascarar uma vidente  que está hospedada na casa de uma rica família francesa. Convencido de que irá provar que a garota é uma farsa, ele começa a observar o comportamento da jovem, mas acaba se surpreendendo ao descobrir que as previsões dela estão corretas.

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Basicamente é isso. O que percebi é que os filmes do Woody Allen realmente se concentram nas mulheres. Elas sempre são poderosas, misteriosas e capazes de deixar qualquer homem nervoso. Diane Keaton, Mira Sorvino, Mia Farrow, Penelope Cruz, Scarlet Johansson e, mais recentemente, Cate Blanchett são algumas das musas do diretor. Em Magia ao Luar, é a vez de Emma Stone provar a teoria. Não sou muito fã dela, mas preciso admitir que ela mandou bem. Todos nós acabamos nos envolvendo com a personagem de alguma forma.

Mas, o que eu mais senti falta no filme foi da ironia e do toque de comédia que sempre me cativam nos filmes dele. Sabe, não tem aquele momento em que você cai na risada ou aquela situação que parece louca demais para ser verdade. É correto, mas me lembrou muito Meia-Noite em Paris. Quando as luzes da sala se acenderam e as pessoas começaram a se levantar, o que eu mais escutava era: “ah, é fofo, né? Vamos chegar em casa e ver um filme antigo dele?”. E foi exatamente o que eu fiz. Assisti Poderosa Afrodite (amei, por sinal) e cheguei a uma conclusão: o que realmente faz falta é o próprio Woody Allen. Quando ele resolve atuar, é uma diversão sem fim.

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No fim das contas, valeu ter assistido. E superindico para quem gosta de um bom filme água com açúcar e para quem, assim como eu, também morre de amores pelo Woody. Já estou no aguardo do próximo!

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